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30º Domingo do Tempo Comum: O Maior Mandamento

 

29 de outubroO Amor é o maior Mandamento, a mensagem principal que devemos anunciar e testemunhar. Ex 22,20-26 afirma que o Amor se dá na defesa dos mais necessitados e desprotegidos: estrangeiros (migrantes), viúvas, órfãos, endividados, pobres. Deus exige de Israel misericórdia, hospitalidade e compaixão. Já no Antigo Testamento, o Amor ao próximo era visto em relação a Deus, como respeito à sua lei e como reflexo do seu amor para com os homens.

Mas é o Novo Testamento que o ilumina e o aperfeiçoa com a doutrina de Jesus sobre o Amor. 1 Ts, 5c-10 destaca o exemplo de Amor vivido pelos cristãos de Tessalônica. Tornou-se semente de fé e amor, que deu frutos em outras comunidades.

Mt 22, 34-40: Jesus resume toda a Lei no Amor: Amor a Deus e aos irmãos. No confronto de Jesus com os chefes judeus, os fariseus fazem armadilhas para provocar afirmações polêmicas de Jesus a fim de acusá-lo e condená-lo. Eles perguntam: Qual é o maior dos mandamentos? Esta era uma questão polêmica entre os líderes religiosos daquele tempo. Alguns afirmavam que o maior de todos os mandamentos era guardar o sábado. Outros diziam que todos os mandamentos tinham o mesmo valor. Os judeus tinham 613 mandamentos (a maioria proibições), um emaranhado de preceitos e prescrições. Se hoje há dificuldade das pessoas se lembrarem dos 10 mandamentos, como era lembrar e cumprir todas essas normas? Jesus simplifica apoiando-se em duas passagens da Bíblia: Deuteronômio: Amarás o Senhor teu Deus com todas as forças. (Dt 6,5) Levítico: Amarás teu próximo como a ti mesmo. (Lv 19,18)

Esses dois mandamentos eram conhecidos, mas a originalidade do ensinamento está em dois pontos: O Amor a Deus e ao irmão é o centro essencial da Lei; Os dois mandamentos se unem, se equiparam: O segundo é semelhante a esse. Não diversos, mas duas faces da mesma moeda. Para Jesus, os dois amores (a Deus e ao Próximo) têm igual importância, são a raiz dos demais mandamentos. A Lei e os Profetas são apenas comentários a estes dois mandamentos. O amor a Deus é fonte de serviço ao próximo; o amor ao próximo é expressão concreta do nosso grande amor a Deus; estes dois mandamentos são expressão maior da vontade de Deus, e o resumo de toda a Bíblia.

O que esse Evangelho nos diz, hoje? Em dois mil anos de cristianismo criamos muitos mandamentos, preceitos, proibições, exigências, opiniões, pecados e virtudes, que arrastamos pela história, perdendo a noção do que é verdadeiramente importante. Hoje, discutimos questões secundárias, sem discernir o essencial da proposta de Jesus.

O Evangelho é claro: o essencial é o amor a Deus e aos irmãos. Para o cristão, o Amor é fundamental, porque Deus é amor e ama o homem, e o homem é um ser criado para amar.

Cabe a nós removermos o lixo acumulado que nos impede de compreender, de viver, de anunciar e de testemunhar a proposta de Jesus que é o Amor. O Amor a Deus nós manifestamos pela Escuta de sua Palavra e a disposição de cumprir a sua vontade. Na escuta e no diálogo com Deus, podemos refletir e interiorizar a sua Palavra, interpretar os sinais com que Ele nos interpela na vida de cada dia. Cabe a nós abrir o nosso coração para sermos testemunhas proféticas de Deus e do seu Reino.

O Amor aos Irmãos nós manifestamos ao dar atenção às pessoas que encontramos pelos caminhos da vida, ao sentir-nos solidários com as alegrias e sofrimentos de cada pessoa, ao partilhar as desilusões e esperanças do próximo, ao fazer da nossa vida um dom total a todos.

O mundo precisa redescobrir esta boa nova em nós, através do amor, da solidariedade, do serviço, da partilha, do dom da vida. Em cada celebração, nós nos reunimos em Assembléia, unidos na caridade fraterna, nos dirigimos ao Pai como filhos, realizando ao mesmo tempo o duplo mandamento (os dois amores).

 

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Dom Antonio Emidio Vilar, SDB
Bispo Diocesano

 

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