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O Batismo do Senhor

 

o batismo do senhorTendo, com a Epifania, concluído o Tempo do Natal, a Festa do Batismo do Senhor começa o Tempo Comum. Celebrar o Batismo do Senhor nos leva a examinar como vivemos o nosso Batismo com uma vida cristã que testemunha Cristo como verdadeiros discípulos missionários.

Estamos no Ano do Laicato com o objetivo de fortalecer a identidade dos cristãos leigos e leigas como sujeitos na Igreja e na Sociedade. Isto nos leva a refletir sobre o Batismo e o Sacerdócio Comum dos Fiéis. A graça batismal nos abre à filiação divina, à vida em Cristo e à vida segundo o Espírito, à inserção na Igreja. Enfim, nos faz discípulos missionários. Em Cristo, o Filho Amado, Deus nos comunica a sua vida, e nós seus filhos, somos chamados a testemunhar nossa fé em Cristo, sendo sal da terra, luz do mundo e fermento na massa.

O Batismo de Jesus, por João, no rio Jordão, nos mostra como o Salvador mostrou o Amor de Deus Pai para conosco. Com seu Batismo Jesus se solidariza com a humanidade e a liberta do pecado. João prega a penitência e administra o batismo de conversão. Jesus, o Cordeiro sem mancha que tira o pecado do mundo, é batizado por João. A Trindade se manifesta: o Pai apresenta o seu Filho amado que deve ser escutado. O Espírito Santo pousa sobre Ele em forma de pomba.

É nas fontes batismais que recebemos a Luz de Cristo e que nos habilitamos a ser luz para os irmãos. Jesus assume a nossa frágil condição humana. Ele assume os nossos pecados para nos redimir, com sua Morte de Cruz, e nos comunicar a sua Paz e o seu Amor.

Deus está conosco e se revela a nós na carne humana, na vida, nas atitudes e nas palavras de Jesus. Seu Amor nos estimula a amá-Lo com todas as nossas forças e a amar a todos os que sofrem e precisam de nossa luz para suas vidas, por uma caridade que é prestativa, não é orgulhosa, que alegra-se com o bem, que tudo crê, tudo espera, tudo desculpa.

O batismo de João era só um sinal de conversão. O Batismo da Nova Aliança que Jesus confiou à Sua Igreja é um sinal eficaz, pois não só significa, mas realiza a libertação e a renovação de nosso ser, tornando-nos filhos de Deus à semelhança do único Filho.

Os Padres da Igreja diziam que Jesus desceu às águas para santificá-las e transmitir-lhes aquele poder de purificação e renovação, que é exercido toda vez que a Igreja batiza em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Na Festa do Batismo do Senhor renovamos nossas promessas batismais de viver nossos compromissos cristãos, como homens novos, nascidos da água e do Espírito, pela graça divina recebida. Os santos e santas testemunham a fecundidade do batismo pelas maravilhas que Deus realiza neles que escutam e obedecem a voz do Pai: Eis meu Filho amado, escutai o que Ele diz.

A graça do Batismo nos faz Igreja, Corpo Místico de Cristo, e seus verdadeiros discípulos-missionários! Pelo Batismo Cristo nos faz Igreja. Não podemos querer Cristo sem Sua Igreja. O Cristo total é a Cabeça e o Corpo.

É vivendo a graça do nosso Batismo, o Mistério de Cristo na Igreja, que podemos ser sujeitos na Igreja. Além da vida e ação que realizamos dentro da Igreja, na liturgia, na catequese, etc., urge também viver a própria missão de cristãos leigos e leigas no meio da sociedade. Assim, é preciso atingir os novos areópagos, onde evangelizar, em todos os âmbitos da vida, como sal da terra e luz do mundo, construindo um mundo mais justo, solidário e fraterno.

A Fé recebida no Batismo como Dom se faz Compromisso missionário. Não se trata de um bilhete para entrar no céu. Não podemos pensar que, como batizados, estamos garantidos e tenhamos atingido a nossa meta. Ser discípulo missionário é o que a Igreja espera de cada batizado.

É esta a missão do cristão: ser fermento na massa, ser sal da terra e luz do mundo.

 

 

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Dom Antonio Emidio Vilar, SDB
Bispo Diocesano

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