Dia das Mães

O dia das Mães mexe com o coração de todos, do menor ao maior: diante da mãe todos se tornam criancinhas. O comércio faz a sua parte, aquece as vendas, no entanto, mais que dar presente, o que vale é estar presente ao seu lado. Estar presente ou ser presente para as mães, dando a elas sinais de amor e de gratidão. Este é o maior presente, a melhor homenagem que se pode prestar às mães.

Dentre tantas homenagens memoráveis a elas dirigidas, poesias recitadas, ou músicas a elas entoadas, trago estas: – De Barreto Coutinho: “Eu vi minha mãe rezando/ aos pés da Virgem Maria: era uma santa escutando/ o que a outra santa dizia.”

– De Mário Quintana: “Mãe, três letras apenas, as desse nome bendito… Também o céu tem três letras e nelas cabe o infinito. Para louvar nossa mãe, todo o bem que se disse nunca há de ser tão grande como o bem que ela nos quer. Palavra tão pequenina… Bem sabem os lábios meus que és do tamanho do céu e apenas menor que Deus!”

– De Toquinho: “Ela é a palavra mais linda/ Que um dia o poeta escreveu/ Ela é o tesouro que o pobre/ Das mãos do Senhor recebeu/ Mamãe, mamãe, mamãe/ Tu és a razão dos meus dias/ Tu és feita de amor e de esperança/ Mamãe, mamãe, mamãe/ Eu cresci, o caminho perdi/ Volto a ti e me sinto criança!”.

Aqui vai a nossa homenagem a cada mãe, aquela que, por graça de Deus, nos gerou e alimentou, nos educou na fé e no amor, nos cobriu de beijos e afagos, cuidou de nossas feridas e nos confortou, nos orientou na vida ou nos corrigiu… seja mãe viva ou falecida, viúva ou solteira, rica ou pobre, famosa ou desconhecida…

Querida mãe, você é obra prima de Deus! Você reflete o Rosto Materno de Deus para nós!

Neste dia das mães, damos graças a Deus por você.

Mãe, Parabéns!

Deus a abençoe e a faça feliz no tempo e na eternidade!

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Aqui vai uma pequena ‘estória’ sobre a mãe, esta ‘obra prima de Deus’:

– Uma criança pronta para nascer, perguntou a Deus: – Senhor, dizem que descerei para a terra amanhã. Mas como vou viver lá, sendo assim, tão pequena e indefesa? E Deus falou: – Entre muitos anjos, eu escolhi um muito especial para você. Esse Anjo está lhe esperando e tomará conta de você.

   A criança, curiosa, continuou: – Mas, Senhor, aqui no céu eu não faço nada, a não ser cantar e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz… como será lá na terra? E Deus, pacientemente falou: – Seu Anjo irá cantar e sorrir para você. A cada instante, você sentirá o amor do seu Anjo e será feliz.

   A criança queria saber mais: – E como vou entender, quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas da terra falam? E Deus respondeu: – Com muita paciência e carinho, seu Anjo vai lhe ensinar a falar.

   A criança insistiu: – E o que vou fazer quando eu quiser falar contigo, Senhor? Deus disse: – Seu Anjo vai juntar suas mãos e lhe ensinar a orar.

   A criança, preocupada, perguntou: – Eu ouvi dizer que na terra existem homens maus. Quem irá me proteger dos perigos? Deus, então, respondeu: – Seu Anjo irá defender você, mesmo arriscando sua própria vida.

   A criança queria saber muito mais e falou: – Então serei sempre triste porque não o verei mais, Senhor! Deus disse: – Seu Anjo sempre irá lhe falar de Mim. Vai lhe ensinar a maneira de vir a Mim. E Eu, sempre estarei dentro de você!

   Nesse momento, havia muita paz no Céu, mas, as vozes da terra já se ouviam.

   A criança, inquieta, pediu com afeto a Deus: – Deus! Se este é o momento de ir para a terra, por favor, me diga… qual o nome do meu Anjo? E Deus respondeu: – Você chamará o seu Anjo de: MÃE!

Dom Antonio Emidio Vilar, SDB
Bispo Diocesano