Assunção – 20º Domingo Tempo Comum: Quem é essa Mulher?

A Assunção de Nossa Senhora é uma verdade de fé definida pela Igreja em 1950 (Pio XII). Mas esse fato já era aceito pelos primeiros cristãos. Em Jerusalém, há duas igrejas de Nossa Senhora, segundo a tradição: Igreja da Dormição, lugar de sua morte– na cripta, sobre uma mesa, vê-se a imagem da Virgem adormecida; Igreja do Túmulo de Maria, no Getsêmani. Ao lado do túmulo há uma pintura da Assunção de Nª Senhora. Essa festa nos convida a erguer o olhar para o céu, onde Nª Senhora é glorificada em corpo e alma, junto a Jesus ressuscitado, e onde também nós somos esperados.

A Igreja celebra com essa festa o cumprimento do Mistério Pascal. Sendo Maria a “cheia de graça”, sem sombra de pecado, o Pai a quis associar à ressurreição de Jesus.

Ap 11,19-12,1-6.10 fala de um grande Sinal: uma Mulher vestida como o sol, tendo nos braços um filho, que um dragão quer devorar. A mulher é a Igreja, o dragão é o mal, o menino é Cristo. Os textos bíblicos sobre o povo fiel a Deus podem ser aplicados a Maria. Eis porque essa é apresentada à nossa reflexão nesta solenidade da Assunção de Nª Senhora.

Na 1 Cor15,20-27, Paulo diz que um dia todos serão glorificados. Cristo ressuscitado como primícia dos que morreram, depois os que foram de Cristo, e entre os que foram de Cristo está em primeiro lugar, Nossa Senhora. A Assunção é prenúncio da ressurreição final.

Lc 1,39-56 mostra essa Mulher agraciada por Deus que vai visitar e servir sua prima Isabel.

Isabel exulta de alegria pela presença da Mãe do Senhor e aclama: Bem aventurada és tu porque acreditaste! Maria é bem aventurada porque confiou na Palavra de Deus.

A fé não necessita de demonstrações, mas se concretiza pela adesão incondicional a ela.

Maria canta o Hino de louvor ao Senhor, o Magnificat, pelas maravilhas que Ele realizou nela e nos pobres. Composto depois da Ressurreição de Cristo, inspira-se no canto da mãe de Samuel. Lucas o pôs nos lábios de Maria (1Sm 2,1-11): proclama que Deus realizou uma tríplice transformação, em Cristo, para restaurar a humanidade: no campo religioso: Deus derruba as auto-suficiências humanas, confunde os planos dos soberbos que se dobram para Deus e oprimem os homens; no campo político: Deus derruba os injustificáveis desníveis humanos, abate os poderosos de seus tronos e eleva os humildes. Não quer os que oprimem os povos, mas os que estão a serviço, promovem o bem das pessoas e da sociedade, sem discriminações raciais, culturais ou políticas; no campo social: Deus confunde quem se apóia só no dinheiro e na riqueza: Cumulou de bens aos famintos e despediu os ricos de mãos vazias, para instaurar a fraternidade na sociedade, porque todos são filhos de Deus.

A festa da  Assunção é um sinal de Esperança para nós que estamos a caminho da glória. Maria recebeu, por antecipação, o que Deus reservou a todos os que viverem a seu exemplo, com humildade, atentos às necessidades dos irmãos. A Assunção não é só uma verdade para crer, mas um mistério para penetrar. É a meta final da minha humanidade, da minha luta e do meu sofrer. É a garantia de que nós seremos o que ela já é.

Maria é Mãe de Jesus e nossa: a festa da Assunção de Maria nos mostra a Mãe que temos no céu, e o caminho a seguir para chegar onde ela está. Nunca sozinhos, mas na comunidade dos discípulos e irmãos de Jesus, alimentados e conduzidos pela Eucaristia.

Maria Modelo de Pessoa consagrada a Deus: no mês vocacional, hoje lembramos a vocação religiosa que tem Maria como modelo. Maria, mulher consagrada a Deus, sinal de esperança para a humanidade. Como Maria, a vida religiosa faz uma consagração especial a Deus e aos irmãos e deve ser um Sinal de Deus no meio do Povo. Rezemos pelas vocações religiosas!


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