25º Domingo do Tempo Comum: O Maior

A Bíblia fala da busca da sabedoria do mundo do prestígio e poder, coisas que provocam conflitos. Por outro lado, ela nos propõe a Sabedoria de Deus.

Sb 2,12.17-20 fala da atitude do ímpio contra o justo. Sua presença, suas repreensões e sua conduta são incômodas. Por isso, o condenarão com morte ignominiosa. Vê-se aqui a morte vergonhosa do Messias. No séc. 1º aC, os judeus de Alexandria são hostilizados pelos pagãos e desprezados pelos judeus não praticantes. Isso causou conflitos entre eles. O autor sagrado reflete sobre o destino dos justos e dos ímpios.

Em Mc 9,30-37 Jesus anuncia sua paixão e morte aos discípulos e ensina uma lição de humildade e serviço, dizendo que servir os pobres e as crianças é servir o Senhor.

A Caminho de Jerusalém, Jesus ensina os discípulos em seu 2 º Anúncio da Paixão que o projeto do Pai não se liga a esquemas de poder e de domínio. Os Apóstolos se opõe e se fecham num estranho silêncio: Tinham medo de interrogá-lo. Logo a seguir, surge uma discussão, um conflito que revela a ambição de poder nos discípulos de Jesus. Chegando a Cafarnaum, Jesus questiona o assunto da conversa: O que vocês estavam discutindo no caminho? E eles: Ficaram calados, porque no caminho tinham discutido quem seria o maior. Jesus aponta o Caminho para ser o maior:

1) O espírito de serviço é o primeiro: – Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último e o servo de todos. A Comunidade cristã não o lugar apropriado para alcançar um posto de honra ou um lugar de prestígio e poder. É o lugar onde cada um deve celebrar a própria grandeza, servindo os irmãos. Só é grande quem é capaz de servir e de oferecer a vida aos seus irmãos. O que isso significa em nossa comunidade?

2) O Modelo da criança também: Pegou uma criança, colocou-a no meio deles, e abraçando-a, disse: Quem acolher em meu nome uma dessas crianças, é a mim que estará acolhendo. Ser grande no Reino é ser pequeno e servir os pequenos. O discípulo é grande, não quando tem poder ou autoridade sobre os outros, mas quando abraça os pequenos, quando acolhe os carentes, os marginalizados, oprimidos, injustiçados e por eles se interessa. Quais são as crianças que devemos abraçar?

Os conflitos continuam. E Cristo nos questiona: Por que estais discutindo?

Na Sociedade competitiva, em que vivemos, desde pequenos nos passam a ideia de que, se não tivermos beleza, inteligência, riqueza, simpatia, não conseguimos sucesso na vida.

O que admiramos na criança? Poder, riqueza, sabedoria humana, ou simplicidade, inocência e transparência? Na família há divisões, conflitos, ciúmes, separações. Porque? Quando um ganha, os dois perdem! Não há vencedores. Na Comunidade também há discussões, críticas, ambições, rivalidades? Porque? Onde está a raiz de tudo? Desejo consciente ou inconsciente de ser o maior? Busca de cargos, títulos, honrarias ou elogios?

Tg 3,16-4,3 denuncia a desunião na sua comunidade e aponta a raiz de tudo isso: Onde há inveja e rivalidade, aí estão as desordens e toda a espécie de obras más. Uma oração realizada nesse clima não pode ser escutada por Deus.

Quem são os primeiros? Jesus diz: Quem quiser ser o primeiro, seja o último e o servo de todos. A única grandeza para ele é a de quem faz da vida um serviço aos irmãos com humildade e simplicidade. Na Igreja não há donos, nem grupos privilegiados, nem pessoas mais importantes, nem distinções baseadas por dinheiro, beleza, cultura, posição social.