São João Batista, padroeiro da diocese e da pastoral do casal gestante

Precursor e primo de Jesus. Patrono da nossa Pastoral do Casal Gestante, porque sua mãe, Isabel, ao receber Maria grávida de Jesus, exclamou: “Que honra é receber a Mãe do meu Senhor, e a criança saltou de alegria em meu ventre. Era João Batista, feliz desde o ventre materno. Foi o maior entre os profetas, falando da importância de preparar os caminhos, preparar-se para o que deve acontecer. E, hoje, nós dizemos que só dá bom resultado, o que foi bem preparado. É bom lembrar que João Batista foi um grande defensor da integridade moral da família. E por isso foi decapitado. Podemos dizer que deu sua vida e que foi mártir da integridade da família. A causa de sua morte foi justamente a crítica que fez da imoralidade do rei Herodes com relação ao seu comportamento desonesto, no que diz respeito à moral crista da família.

Quando eu era criança, eu ouvia dizer assim, pau que nasce torto, até a cinza é torta, ou o que é bom nasce feito, o que é ruim não tem jeito. Por algum tempo isso era atribuído à genética, hoje pela ciência, nós sabemos que muito tem a ver com a gestação e a educação da criança. Sabemos que desde zero hora da gestação, pela memória celular a criança se sente amada ou rejeitada, preferida ou preterida. E, ser rejeitado doe na alma e leva a pessoa ao complexo de inferioridade ou anulação de si mesmo.

Toda criança indefesa quer e tem necessidade de ser preferida, sobretudo, pelos pais. Isto está na Bíblia, desde Caim e Abel. A preferência provoca inveja e o Papa Francisco disse que: “A inveja é o câncer da humanidade”. Tudo isso vemos e estudamos na Pastoral do Casal Gestante, partindo de João Batista, que foi um sujeito desejado por Deus, aceito pelo casal, Zacarias e Isabel, embora Zacarias duvidasse, mas aceitou. Agora, na Pastoral, nós vemos que a gravidez começa na cabeça do casal. Querer ou não querer filhos. Depois consideramos a visita de Maria, grávida de Jesus, e assim nasceu o grande João Batista, maior dos profetas. O nome do menino quem escolheu foi Isabel, a mãe do distinto, e o pai Zacarias aceitou o nome que Isabel escolheu. Esse é um dado muito considerável em nossa Pastoral, que o casal se entenda, como aconteceu com Isabel e Zacarias.

Lamentamos que a família católica fugiu para o misticismo, considerando tudo isso coisa de Deus para Deus, e não percebeu que tudo isso é coisa de Deus para os homens também. Toda criança, não só João Batista, deve ser bem concebida, bem gestada, desejada pelo casal e visitada de alguma forma, por Maria e Jesus. Por exemplo, pelos familiares e amigos do Casal Gestante. O misticismo aliena, leva a pessoa para uma sublimidade vazia, fora da realidade, uma contemplação do nada. A religião, se não tomar muito cuidado, leva a isso. Assim temos um João Batista, admirado, louvado e nunca imitado.

A Igreja Católica sempre precisou, hoje mais que nunca, nesse mundo pluralista e profano, de outros “João Batista”, que dê a vida por Deus em favor da moral crista da família. Célula primeira e vital da sociedade. Sociedade que se acha bombardeada pelos maus costumes.

Que São João Batista interceda a Deus por nossa Diocese e todas as nossas famílias.

Monsenhor Denizar Coelho
Vigário Paroquial da Catedral de São João Batista em São João da Boa Vista