ANO A – II Domingo do Tempo Comum: Cordeiro de Deus

Deus tem seu Plano de salvação e escolhe e envia pessoas para realizá-lo. No Batismo de Jesus, o céu confirma sua missão, e o precursor João Batista aponta o Cordeiro de Deus.

Is 49,3,5-6 aponta a Vocação de Israel. Um misterioso Servo de Deus é escolhido por Deus, desde o seio materno, com a missão de dar testemunho da Salvação de Deus a todas as nações: Vou fazer de ti a Luz das Nações para que a minha Salvação chegue até aos confins da terra. Esse Servo é Israel. E o povo aguardava a realização da grande esperança.

A vocação é sempre um Mistério: + Sua origem é Deus, que escolhe, chama e envia;

+ O vocacionado é Testemunha e Sinal vivo de Deus, de seus valores e de seus projetos;

+ A Vocação é alimentada por Deus que se serve de nossa fragilidade para agir no mundo.

Na 1Cor 1,1-3, Paulo fala de sua vocação de Apóstolo e da vocação de todos à Santidade.

Em Jo 1,29-34, o Batista aponta Jesus aos discípulos, como o Cordeiro de Deus. Como no Batismo, aqui há duas afirmações sobre quem é Jesus:

1. Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Cordeiro expressa duas imagens:

+ O misterioso personagem de que nos fala Isaías (servo sofredor), que irá ao matadouro como um cordeiro silencioso. Ele assume os pecados do seu povo e realiza a expiação.

+ O Cordeiro Pascal imolado no Egito: O seu sangue, com que ungiram os portais das casas, foi sinal de libertação, de proteção divina e de certeza de salvação.

Pecado, para João, é a atitude de rejeição a Jesus:

+ Fala-se muito de libertação da guerra, da opressão, da fome, da doença, do desemprego.

+ Não se fala da libertação do pecado, que é a fonte dos demais pecados.

Mundo indica a humanidade que resiste à Salvação.

2. Jesus é o Filho de Deus, que possui a plenitude do Espírito Santo e que batiza no Espírito.

+ Eu vi e dei o testemunho: O caminho espiritual do Batista leva a Jesus Cordeiro de Deus. Este caminho dos cristãos começa ao dizer que não conhecia Jesus. Sim! Nós não conhecemos o Mestre. Depois, um amigo nos fala dele e o reconhecemos como uma pessoa extraordinária. Mais adiante, Deus ilumina o Batista com sinais especiais. Ele abre seus olhos ao reconhecer Jesus como Filho de Deus: Eu vi e dei o testemunho de que este é o Filho de Deus. Quando descobrimos Jesus como Luz e Salvador do mundo, nos dispomos a comunicar aos outros a nossa alegria. O Batista fala daquilo que viu, os cristãos também devem falar do que viram e experimentaram.

Deus continua precisando de outros Batistas: Todos procuram Cristo. E se ainda não o encontraram, é porque falta para eles um João Batista que lhes mostre. E o Batista de hoje somos nós. – Nós devemos ser testemunhas do Evangelho, preparar o encontro de Cristo com os outros. Cada um de nós é um precursor, um João Batista. – Nós devemos apontar o Cristo que vem. Indicar o Cristo, e depois desaparecer, discretamente. – Como João Batista: não sou eu o protagonista desta história. Ele vem depois de mim. Eu sou só uma voz, sou o dedo dele. Depois devo desaparecer para que Ele possa aparecer. Preparar o encontro do homem com Cristo e depois morrer. Então, a nossa passagem neste mundo não será em vão.

Esta é a missão do cristão: preparar o encontro do homem com Deus e proclamar bem alto: Eis aquele que o teu coração está procurando, eis aquele que veio para te amar e te salvar!