ANO A – III Domingo do Tempo Comum: Anúncio do Reino

No início do Tempo Comum temos o início da vida pública de Jesus, o anúncio do Reino e o chamado dos primeiros discípulos.

Isaías 98, 23b-9,3 fala de uma luz que brilhará na Galileia, iluminará toda a terra, eliminará as trevas da opressão e inaugurará o dia novo da alegria e da paz sem fim. Compara à alegria das colheitas e das caças abundantes. Jesus é a Luz que ilumina o mundo, o sol que nasce e dá sentido pleno a esta profecia messiânica.

Em 1Cor 1,10-13.17, Paulo exorta os coríntios a superar as rivalidades e divisões.

O Batismo não é adesão a Paulo, a Apolo ou a Pedro: nós somos de Cristo.

Nas comunidades, há líderes que atraem as pessoas mais para si do que para Cristo; e há grupinhos que se fecham em si, e que nãos se abrem à Comunidade.

Mt 4,12-23 realiza a profecia de Isaías: O Povo que vivia nas trevas viu uma grande luz. Jesus é a luz que brilha na Galileia e propõe a todos a Boa Nova do Reino. Os discípulos são os primeiros que a recebem e levam o Reino a toda a terra.

Jesus começa sua obra em região pobre e oprimida, longe do centro econômico, político e religioso. É região desprezada pelos judeus, a Galileia dos pagãos. Jesus, de Nazaré vai a Cafarnaum, à margem do Lago, centro de sua ação apostólica. Seu é o anúncio de João Batista: Convertei-vos, porque o Reino de Deus está próximo. Ele anuncia a nova realidade. Seus gestos são sinais de que Deus começou a sua obra.

Seus colaboradores são pescadores, gente simples, rude, sem estudo, mas trabalhadora, leal, que sabe o que é lutar pela vida. Quando ouvem o apelo de Cristo, deixam tudo e o seguem: Venham e sigam-me e farei de vocês pescadores de homens. Eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram.

Não é fácil explicar os mistérios de Deus. Jesus compara o Reino de Deus ao tesouro e à pérola preciosa, cujo valor supera tudo; à semente, grão de mostarda e fermento. O Reino já está presente, mas não definitivamente, e é um Reino aberto a todos.

O Reino de Deus é um apelo para a comunhão com o Pai e entre si, é uma presença de Deus nos homens e no mundo, um convite para ser mais autêntico, mais sincero, mais de Deus. O Reino tem exigências:

Conversão: é ajustar a nossa vida aos planos de Deus; que Deus ocupe o primeiro lugar; é despojar-se do homem velho e se revestir do homem novo, segundo Deus, na justiça e santidade; é viver o Evangelho e ver tudo com os olhos de Deus.

: é entregar-se nas mãos de Deus e à sua vontade; mais que resposta intelectual, é vida.

Humildade: O Reino só é possível aos humildes. Deus detesta os orgulhosos e ama os que confiam em Deus e se põem a serviço dos irmãos. Cristo nos convida: Farei de vós pescadores de homens! Somos chamados a deixar tudo e seguir Jesus. Ele aguarda nossa resposta, o nosso sim generoso.