TUTELA DOS MENORES E DAS PESSOAS VULNERÁVEIS CONTRA ABUSOS SEXUAIS

Nos últimos anos, a Igreja Católica tem buscado respostas objetivas ao problema do abuso sexual contra menores e vulneráveis perpetrados por seus membros clérigos e consagrados. Os últimos papas São João Paulo II, Bento XVI e Francisco têm criado e aperfeiçoado mecanismo e procedimentos de prevenção e proteção de menores e vulneráveis, pois a Igreja tem que ser um ambiente seguro para o desenvolvimento integral da pessoa, tendo um cuidado ainda mais especial para com as crianças, adolescentes e adultos vulneráveis. Os papas têm também instaurados organismos de investigação de possíveis abusos e punição de eventuais culpados, sempre com o respeito à legislação civil do país. Sabemos que essa realidade dos abusos de menores e vulneráveis não existe apenas dentro da Igreja, mas não podemos fechar os olhos diante das faltas cometidas, principalmente, por ministros ordenados e consagrados. Ver e tocar as chagas presentes no corpo de Jesus, que é a Igreja, é fundamental para podermos professar a nossa fé no Ressuscitado que vence a morte do pecado. Negar as feridas presentes na humanidade e na Igreja não nos permite professar a nossa fé. Somente quando estendemos a nossa mão e tocamos essas feridas podemos dizer: “Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20,28). Reconhecer as fragilidades presentes dentro e fora da Igreja nos impele a agir. Temos que direcionar um olhar especial às vítimas de abuso. É questão de justiça ajudar aqueles que se feriram a curar o coração e reencontrar a paz interior. Esse não é um caminho fácil e, muito menos, rápido. Exige de nós, Igreja de Cristo, a coragem de caminharmos com paciência ao lado desses irmãos e irmãs que sofrem e ajudá-los de todas as formas possíveis a se reestabelecerem. É preciso também olhar para os abusadores, reconhecendo neles irmãos que necessitam de ajuda e que devem prestar contas dos seus atos para as leis eclesiásticas e civis.


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