SOLENIDADE DA EPIFANIA | Uma Estrela

A festa da Epifania encerra o tempo do Natal. Epifania é a Manifestação de Deus em Jesus, a Luz para todos os povos. Os Magos caminham para a Luz da Salvação.

A Carta Encíclica Fratelli Tutti do Papa Francisco é um convite a esta fraternidade universal, profetizada por Isaías (cf. Is 60,1-6), ao anunciar que a vinda da Luz do Senhor alegrará Jerusalém e atrairá a ela os povos. Jesus é a Luz que vence as trevas do pecado e da opressão e traz ao mundo vida e esperança. Da comunidade que acolhe a Luz de Jesus nasce a Igreja.

Paulo aos Efésios (cf. Ef 3,2-6) atesta que a Salvação se manifestou a toda a humanidade juntando judeus e pagãos numa só comunidade de irmãos em Cristo Jesus.

Para Mateus (cf. Mt 2,1-12), Jesus é a Luz anunciada pelos profetas que atrai todos os povos. Só Mateus narra este fato tão popular. Os Magos vão a Jerusalém, ao encontro de Jesus, o aceitam como Salvação de Deus e o adoram. Os habitantes de Jerusalém rejeitam a Salvação, mas o mundo a recebe e se deixa guiar pelo Evangelho. Jesus é o Messias, o ungido de Deus, o novo Moisés. Surge, assim, o novo Israel, o novo povo de Deus: a Igreja. Há duas atitudes contrárias no Evangelho. Uma, o Povo de Israel que rejeita Jesus. Outra, os Magos, os pagãos que O adoram. Uma, Herodes e Jerusalém que se perturbam com o nascimento do menino e tramam sua morte. Outra, os pagãos se alegram e reconhecem Jesus Salvador.

O Caminho seguido pelos Magos é o que devemos seguir em nossa procura de Deus. Os Magos estão atentos aos sinais, a estrela. Eles percebem que Jesus é Luz que traz Salvação. Nesse caminho, perguntam o que fazer aos judeus que conhecem as Escrituras. Enfim, ao encontrar Jesus, eles O adoram como Senhor. Convém refletir hoje se parecemos com os Sacerdotes que conhecem bem a Religião, mas se põem indiferentes aos sinais de Deus; se parecemos com Herodes que se mostra interessado, mas é hostil ao Menino; ou se parecemos com os Magos que estão atentos aos acontecimentos e se dispõem a deixar tudo para ir ao seu encontro da estrela.

Os Magos representam os povos não judeus, agora chamados à Salvação. Os Magos aceitam o convite e não perdem a esperança, nem mesmo nas dificuldades da longa caminhada, na incompreensão dos contemporâneos, na ignorância e maldade de Herodes, na indiferença dos sacerdotes, no ambiente rústico do menino, procurado como rei dos judeus.

A Epifania nos convida a olharmos o mundo e os homens com os olhos da fé. Assim, tudo será manifestação e presença de Deus, uma perene Epifania. Os Magos não vão a Jesus de mãos vazias. Eles oferecem o que tem de melhor. Nós podemos oferecer ao menino de Belém o que ele gostaria de ganhar: um pouco do nosso tempo, um espaço em nosso coração, a partilha dos nossos dons. Sejamos generosos!

Dom Antonio Emidio Vilar, SDB


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