A PERFEITA COMUNHÃO: Santíssima Trindade! (ano B)

A Solenidade de hoje nos convida a contemplar Deus que é mistério de amor que nos envolve, amor que não tem fim, amor gerador de vida e comunhão.

         A Trindade Santa, o Deus uno e trino é o grande mistério de comunhão, unidade no qual não há confusão; é Deus vivo e presente na vida e na história de seu povo. Em nossos dias falar de comunhão, união, unidade e amor parece o mesmo que falar um mistério desconhecido e impossível de acontecer; nossa sociedade se acomodou na indiferença e no egoísmo venenoso que grita por “direito” e não entende o “servir”, o “amar” e “cuidar. É muito fácil criar confusão que investir em união e caridade; num ambiente assim fica difícil reconhecer o amor discreto e atencioso de Deus para nós. “Interroga e investiga se existe algum povo que tenha ouvido a voz de Deus como nós ouvimos”? “Às vezes nosso olhar fica embaçado e não nos damos conta de que a Trindade Santa é sempre presente em nossa vida.

         O mistério da Santíssima Trindade é o amor para o qual nossa vida se dirige e do qual tomamos parte; nossa inteligência não compreende por nossa limitada capacidade de compreender o amor sem fim do nosso Deus e que não nos custa nada; talvez por não compreender a gratuidade de Deus nos fechamos ao seu mistério.

         “Os que se deixam conduzir pelo Espírito de Deus, são filhos de Deus”, nos diz são Paulo; e aqui está a chave para compreender o amor trinitário. Se não é o Espírito de Deus a iluminar nossa inteligência, aceitamos o risco de viver uma religiosidade medíocre que não enxerga o Deus amor presente em nossa jornada humana e nem O acolhe.

         “Eis que estou convosco todos os dias até o fim do mundo”, nos entusiasma o Senhor. Ele está sempre conosco, contudo nós precisamos querer a sua companhia.

          A Santíssima Trindade só será compreendida plenamente por nós quando apreendermos o amor-comunhão no qual não há lugar para a confusão.

         Um falecido bispo contava a seguinte história: “certo dia um menino chegou à escola e disse à professora: – aprendi uma matemática nova! Um é igual a três! Deixa de bobagem, reagiu a professora, vá ao quadro, pegue o giz e escreva: 1+1+1= 3! Sua matemática está errada!! Então o garoto, pacientemente e com muito respeito se dirigiu à professora e disse: agora é a vez da senhora. Pegue o giz e escreva: 1x1x1= 1! É isso, professora, o Amor não soma, multiplica”. Assim a Trindade Santa; é amor que nos lança ao infinito”. (Dom Antônio Miziara)

Pe. João Paulo Ferreira Ielo


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