Atraídos pelo Pai. – XIX Domingo ano “B”

Ninguém pode vir a mim, se o Pai não o atrair”, nos diz Jesus!

     Ninguém se torna discípulo de Jesus pela curiosidade. Curioso ou curiosa matam a curiosidade e “tchau”; os que “são atraídos pelo Pai”, vão a Jesus, descobrem n’Ele a vida, a alegria, realimentam a esperança e ganham força para caminhada de cada dia.

     Bento XVI afirmou que “o cristianismo cresce por atração”, ou seja, atraídos pelo amor do Pai, nos encontramos com Jesus, desse encontro pessoal nos tornamos “testemunhas” suas e é o testemunho que atrai.

     Quem escuta o ensinamento do Pai, vem a mim! O ensinamento do Pai é o próprio Jesus! Parece que a geração de nossos dias vive de costas para Deus; escuta muitos ruídos e não escuta Deus; perdemos a capacidade de escutar a Palavra que salva. Se não O escutamos também não somos atraídos para Jesus. Somente em Jesus é que temos a vida eterna! Vida eterna é mais que vida sem fim; é nossa participação na vida de Deus, nossa comunhão perfeita com a santíssima Trindade, vida essa que nasce de nossa comunhão com Cristo, o pão, o alimento, a fonte e a força da vida que nos encaminha para a vida eterna.

     “Come e caminha”, fala o anjo para Elias; para nós Jesus diz: -“tomai e comei”; “quem come desse pão tem a vida eterna”; “eu sou o pão vivo descido do céu”. A comunhão com Cristo faz acontecer já aqui, a vida eterna, aquela vida que os fariseus de ontem e de hoje rejeitam porque “não escutam o Pai” e, não sendo atraídos por Ele, não vão a Jesus. Ainda hoje há pessoas que aparentam ser religiosas, entretanto sua fé superficial não resiste a um ventinho… Com a força daquele misterioso alimento, Elias foi ao encontro de Deus; alimentados por Cristo na Eucaristia nós continuamos a sua obra, a qual são Paulo nos diz como realizá-la: “fazei o bem, sede bons uns com os outros, sede compassivos”. “Sede imitadores de Deus”! Em resumo, fazer o que agrada a Deus; nós é que devemos imitar a Deus e não Ele a nós.

Nosso Senhor Jesus Cristo nos alimenta para a vida eterna tanto com os seus preceitos que estimulam a piedade como medianteseus místicos dons. Ele é, portanto, realmente em pessoa aquele maná divino e vivificante”.
(São Cirilo de Alexandria)

Pe. João Paulo Ferreira Ielo


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