ORDENAÇÃO PRESBITERAL PRESBITERAL DO DIÁCONO MARCOS CRISTIANO MARTINS

Ordenação Presbiteral do Diácono Marcos Cristiano Martins

“Senhor, tu sabes tudo” (Jo 21, 17). Com o coração transbordante de alegria e gratidão a Deus, no dia 15 de Outubro de 2021 – Memória de Santa Teresa D’Avila, o diácono Marcos Cristiano Martins deu o seu ‘sim’ defintivo se tornando presbítero da Igreja.

De forma providencial diante dos tempos em que vivemos, o agora Padre Marcos Cristiano pôde vivenciar essa belíssima celebração – presidida pelo Exmo. e Revmo. Dom Antônio Emídio Vilar, SDB na Paróquia São Judas Tadeu de Mogi Guaçu – na sua paróquia de origem, na presença de seus familiares, de diversos presbíteros e seminaristas de nossa diocese, sua comunidade neocatecumenal, paroquianos e amigos, além de contar também com a presença espiritual de irmãos de diversos países e outras regiões do Brasil que acompanharam a celebração pelas redes de comunicação, mas especialmente pelos irmãos de Manágua na Nicaragua e pelos formadores e seminaristas do “Seminário Misionario Arquidiocesano Redemptoris Mater ‘Nuestra Señora de Guadalupe’ de Managua”, que foi o local da sua formação. A celebração foi transmitida pelos canais da Paróquia São Judas Tadeu, com retransmissão nos canais da Diocese de São João da Boa Vista e também com tradução simultânea ao espanhol através do canal do Seminário Redemptoris Mater de Managua na Nicarágua.

“Queres unir-te cada vez mais ao Cristo, Sumo Sacerdote, que se entregou ao Pai por nós e ser como ele consagrado a Deus para salvação da humanidade?” Essa pergunta proferida pelo nosso Bispo, buscando ouvir o propósito do eleito ao presbiterato, foi respondida pelo Padre Marcos com grande amor e força: “Quero, com a graça de Deus”.

Dom Vilar em sua homilia ressaltou que toda a força que sustentará a vida presbiteral e conduzirá a missão vem de Deus e que não são frutos do esforço humano. Como o profeta Jeremias que diante do chamado do Senhor disse: “eu não sei falar, sou apenas uma criança”, Deus o diz: “eu te escolhi e te consagrei desde o ventre materno, não tenhas medo”.

Também lembrou a dificuldade da missão nos dias de hoje mas reforçou que o Senhor estende a mão, toca sua boca e diz: “eis que ponho minhas palavras em sua boca”. Diante dessa graça, sua resposta ao Senhor sempre deve ser: “Senhor, tu sabes tudo” (lema de ordenação escolhido pelo Neo-presbítero).

Na sequencia da celebração, o Padre Marcos recebeu das mãos de Dom Vilar as vestes sacerdotais enquanto cantava-se “Subida ao Monte Carmelo” de São João da Cruz onde em uma parte da letra diz: Ó noite que guiaste! Ó noite amável mais do que a alvorada! Ó noite que juntaste, Amado com amada, Amada no amado transformada! A estola foi colocada por Dom Vilar e a casula pelos Padres Antônio Celso de Morais e Elton Martins Ribeiro, respectivamente Pároco e Vigário da paróquia São Judas Tadeu, os quais acompanham o Padre Marcos em sua missão nessa igreja particular.

Na sequência, o rito da Unção das mãos do neo-presbítero geraram muita emoção tanto para os presentes quanto para os que acompanhavam pelas redes sociais e o manifestaram em muitas mensagens nos canais que transmitiam a Ordenação, e ao próprio Pe. Marcos. As mãos do neo- presbítero foram ungidas com o óleo do Santo Crisma como sinal da Benção do Senhor e ouvíamos

nos comentários do Pe. Luis Fernando da Silva – Coordenador Diocesano de Pastoral: “que a partir de agora as mãos não lhe pertenciam para si e sim para os outros, que eram mãos para abençoar, mãos para acolher, mãos para perdoar, mãos para curar, mãos para consagrar”. Em seguida da unção, as mãos foram atadas com o “manutergium” (toalha de mão) pelo Bispo e o neo-presbítero se dirigiu até sua mãe para que o desatara e conservasse com ela o manutergium (manustérgio em português), em seguida seus pais e sua irmã beijaram a mão ungida do neo-presbítero e receberam deste sua primeira benção, um momento de muita emoção vivido por todos. Uma antiga tradição explica que este sinal no Rito de Ordenação, onde a mãe desata as mãos e conserva com ela por toda a sua vida o manustérgio retirado das mãos recém consagradas de seu filho, quando ela vier a falecer este tecido será colocado entrelaçado em suas mãos dentro do féretro, como sinal de que aquela é a mãe de um sacerdote. E a tradição diz ainda que quando a mãe se apresentar diante de Deus, Ele perguntará: “Eu te dei a vida, te dei tudo. E o que você me deu?” Então ela entregará o manustérgio e responderá: “Senhor, eu te dei o meu filho como sacerdote”.

A ele também foram entregues o pão e o vinho, para recordar sempre que seu sacerdócio só subsistirá se sua vida estiver centrada na Eucaristia, fonte e ápice da vida de todo cristão. E nos comentários o Pe. Luis Fernando citava a São João Paulo II que dizia em seus escritos sobre a Eucaristia que a Igreja faz a Eucaristia e a Eucaristia faz a Igreja.

No final, com o coração exultante de alegria o Padre Marcos pôde expressar sua gratidão a Deus, aos seus pais e familiares, à Diocese de São João da Boa Vista na pessoa de seu Bispo que o acolheu de forma generosa, seguindo de suas palavras no agradecimento a todos os que o acompanharam nessa caminhada vocacional até esse dia tão sublime, de forma especial se dirigiu aos seus catequistas e formadores. Pe. Marcos concluiu seus agradecimentos indicando sempre a presença dos Santos no seu caminhar vocacional e quis o Senhor que sua ordenação fosse no dia de Santa Teresa de D’Avila autora de tantos textos que o ajudaram na sua caminhada; e nas primeiras vésperas do dia de São Geraldo Maria Majela, padroeiro do Seminário Redemptoris Mater de Managua, que o acompanhou durante os 9 anos de formação; e concluiu pedindo a todos que em pé e voltados para a Santíssima Virgem todos entoássemos o Salve Regina em agradecimento por sua presença sempre em sua história e que sempre se confia a sua ajuda para poder ver a Cristo, seu Filho, pois a Virgem sempre nos mostra o seu Filho.

Antes da conclusão da Celebração, ele recebeu das mãos de Dom Vilar a provisão da ordenação confirmando que o inicio de sua missão será exercida na Paróquia São Judas Tadeu de Mogi Guaçu, até que lhe seja indicado por seus catequistas o local em que exercerá sua missão através da itinerância.

Jovem, a você que lê esse artigo, não tenha medo de dar o seu sim a Deus. Não se perde nada, mas ao contrário, se ganha tudo. Se você quiser servir a Deus, deve renunciar tudo sem esperar recompensa alguma. Uma alegria entretanto, o acompanhará em seu coração mesmo diante das noites mais escuras.

Juliano César da Costa
Paróquia São Judas Tadeu – Mogi Guaçu/SP

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