Céus e terra passarão

         A sagrada liturgia nos prepara e encaminha para a solenidade de Cristo, Rei do universo e assim concluir o ano litúrgico. São Marcos nos apresenta Jesus já em Jerusalém incentivando seus discípulos a permanecerem firmes na fé e na certeza de que nossa força é o próprio Deus.

          Em uma linguagem misteriosa, a chamada “linguagem apocalíptica”, o evangelista carrega nas tintas e nos orienta a ver, em meio a tanta tribulação, o Senhor que está no meio de nós. “Depois das tribulações, o sol vai se apagar…” entretanto, a cidade definitiva, a Jerusalém celeste não precisa de sol, sua luz é o cordeiro. Assim, a Palavra de Deus nos chama à conversão, não ao medo; o que aqui se proclama é o “Dia do Senhor” e não uma tragédia definitiva.

         “O Senhor vai reunir os seus eleitos dos quatro cantos da terra”, ou seja, os que esperaram e confiaram no Senhor. Se os poderes da terra e da natureza forem abalados, não temeremos! Veremos chegar o Senhor com grande poder e glória!

         “Céus e terra passarão”, mas a Palavra de Cristo, ela permanece para sempre. Quando alguém falar de fim de mundo e tiver medo, lembremo-nos da história do final da segunda guerra. Quando as tropas aliadas desembarcaram na Normandia, alguém saiu de porta em porta dizendo:- “desembarcaram”! Para os oprimidos foi a melhor notícia que escutaram! Já para os opressores…

         Assim também Jesus não diz quando tudo vai terminar para que apressemos nossa conversão. Estaremos aguardando com alegria a vinda de Deus ou não estaremos empenhados em fazer o bem e praticar a caridade. O Senhor vem e vai reunir os seus eleitos. Cada qual sabe de que lado estará. Não basta saber se vai chover ou não; é preciso esperar o Senhor!

         “Venha a nós o vosso Reino”! (Mt 6, 9)

Pe. João Paulo Ferreira Ielo


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