Levantai a vossa cabeça


Iniciando novo tempo em nossa vida, alimentamos a certeza de que Deus vai caminhando conosco. O tempo de Advento nos recorda a “esperança” que dá sentido ao nosso viver.

Tanto Jeremias quanto a comunidade de são Lucas fazem a experiência de tribulação, quando as seguranças humanas desabam. A propósito, onde estão colocadas nossas seguranças?

A Palavra de Deus deseja que saiamos do imobilismo e do comodismo, então usa um estilo para “sacudir” quem a ouve, a fim de abrir-lhes os olhos e perceber a ação de Deus no mundo. O Papa Francisco nos diz que “ou temos
esperança, ou não somos cristãos”; “não vivemos de esperas, mas na espera” do Senhor que bate à nossa porta e pede acolhida.

Quando os fundamentos da sociedade, a economia, política, fama, ruírem, essa mesma sociedade que se segura nessas coisas se verá na escuridão, seu solzinho vai escurecer, vai haver confusão, medo, temor… é então a hora de
“erguer a cabeça e olhar para o Senhor, pois nossa salvação se aproxima.” Muita gente vive sem esperança, vivem olhando para si, para seu umbigo, se perdem na “gula e na bebedeira”, muitos vivem longe do Senhor; preocupam-se consigo, sem entusiasmo, vivem de cabeça baixa.

Não podemos olhar o futuro somente a partir de nossos óculos! Nossa libertação se aproxima. Pessoas desanimadas, as que perderam a esperança, vivem tristemente sem alegria porque não esperam o Senhor! São aquele tipo que perguntam “mas, será que vai dar certo?”; parecem mortos esperando para ser sepultados…

A esperança é dinâmica, alegre, entusiasmadora, provoca em nós a confiança no amor do nosso Deus sempre presente em nossa história.

Tempo de Advento nos chama a cuidar para não ficarmos insensíveis e procurando encher nossa vida de bem-estar e dinheiro virados de costas para Deus e para os irmãos que sofrem.

Estejamos despertos, acordados, entusiasmados para acolher o Senhor que nos vem visitar.

Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele e ele comigo”. (Ap 3,20)

Pe. João Paulo Ferreira Ielo


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