O Pai e seus dois filhos. IV domingo de Quaresma “C”

         Quase sempre estamos ouvindo e falando que Jesus é o “rosto divino do homem e o rosto humanos de Deus”. De fato, ele nos revela o Pai e revela o que ele pensa do Pai! Dizer que o Pai é misericordioso é bom; experimentar a sua misericórdia é vital!

         Qual a idéia que temos a respeito de Deus Pai? Segundo são Lucas, as parábolas da misericórdia (Lc 15) Jesus as conta para pessoas que não eram consideradas “filhas” de Deus. os mandamentos da Lei de Deus são a nossa vida, precisamos cumprí-los; ao mesmo tempo também precisamos ajudar nossos irmãos também cumprir sem julgar nem condenar.

         Jesus chama os pecadores à conversão e convida os que se acham perfeitos a descer de seu pedestal. O Pai ama a todos; ama o filho que foi embora e ama o que não teve coragem de ir. O Pai espera ansiosamente seu filho voltar e quando ele regressa, faz festa!        

A palavra de são Paulo nos indica que a conversão significa viver como uma “nova criatura”! “Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura”, já não julga nem condena seus irmãos! Vida nova acontece quando nos voltamos para o Pai, quando retornamos ao seu abraço. O filho mais velho representa os que não conseguem compreender o jeito misericordioso do Pai agir; se revolta porque lhe falta a ousadia de se humilhar perante o coração bondoso de Deus.        

O filho mais novo, depois de “torrar” seus bens, sente saudade do Pai, da casa, sente fome, sente-se vazio. Vazio interior e fome de amor são sinais do afastamento de Deus. “Vou voltar”! Longe do Pai era escravo; agora, junto do Pai, pode desfrutar da liberdade e da amizade dos filhos amados.

         O Pai acolhe, não diz nada, não repreende nem faz sermão. Suas atitudes revelam o seu amor. Deus, nosso Pai, corrigem em seu amor os “certinhos” e os “pecadores”; nosso encontro com Ele é sempre festa!

         O Pai é misericordioso e nos chama à prática sincera da misericórdia. Não é o Deus do “tudo bem”, “não tem problema”, “o que é que tem” … O seu amor e a sua bondade corrigem o filho mais novo como também a rigidez do filho mais velho; com sua misericórdia não se brinca. O Pai faz festa com nosso retorno, contudo, não obriga o outro filho a entrar na festa e tampouco fecha a porta.

         “Vim buscar e vim salvar, o que estava já perdido…”
         “Confiei no teu amor e voltei…”
 

Mons. João Paulo Ferreira Ielo


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