“Minhas ovelhas escutam a minha voz” | IV Domingo de Páscoa

      A imagem do “pastor” é muito cara ao povo da Bíblia, pois o Senhor Deus é o Pastor que conduz e guia o seu povo para a vida e para a liberdade. Muitos governantes recebiam esse título de “pastor” para governar o povo conforme os desígnios de Deus e não com desejos despudorados de fama e poder sobre os seus irmãos. Muitos desses desagradaram a Deus.

      Deus, por meio de seus profetas, promete enviar um “Pastor” conforme o seu coração amoroso, que cuide, guarde e proteja o seu rebanho, seus filhos e filhas; um “pastor” que ame as suas ovelhas e ovelhas que “escutem” a voz do pastor. Dizem que as ovelhas não enxergam bem, e por isso têm uma audição apurada com o que “reconhecem” a voz de quem realmente é o seu verdadeiro pastor.

      “Minhas ovelhas escutam/conhecem a minha voz”, diz Jesus! Escutar não é só o exercício de bons ouvidos, mas também do coração acolhedor ao pastor que não engana as suas ovelhas; escutar a Voz, acolher a Palavra e nos voltar para Jesus, retornar ao seu amor e à comunhão com Ele. Aos que o rejeitam, Jesus é taxativo: – “não me acreditais porque não sois minhas ovelhas”! Precisamos atenção para não nos enganar e escutar vozes parecidas, similares, genéricas, que até falam de Jesus, mas não são verdadeiras! Falam de Jesus, mas “só que não”! “Eu conheço as minhas ovelhas e elas me seguem”.

      “Conhecer” é ser “íntimo”, é ter uma convivência profunda, uma partilha de vida e não um conhecer de vista. O bom Pastor sabe quem nós somos e quer que nós aprendamos d’Ele quem Ele é, quer que conheçamos o seu coração amoroso; quer que cresçamos na sua estima. Não basta só escutar de  qualquer modo o Evangelho; ouvir Jesus, conhecer sua voz equivale a ser discípulo e dar testemunho da Palavra de Jesus Bom Pastor com gestos e atitudes.

      Seguir Jesus é também semear a “novidade do Evangelho”, viver e anunciar a alegria de ser discípulo não uma religião tranquilizante e burguesa.

      Se dizemos que cremos em Deus, não podemos viver como se Ele não existisse. A alegria da fé consiste em anunciar o que Jesus anunciou, crer no que Ele acreditou, defender o que Ele defendeu. É
também buscar e reconduzir a Jesus os que por qualquer motivo se desviaram.

      O Pai não quer que suas ovelhas se percam. Os que são seus, ninguém lhes roubará.

      “Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas me conhecem”. (cf. Jo 10,14)

Pe. João Paulo F. Ielo


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