Na noite da Sexta-feira Santa, 03 de abril de 2026, a Diocese de São João da Boa Vista celebrou a Procissão do Senhor Morto — um dos ritos mais antigos e significativos da devoção católica. Mais do que um cortejo, a procissão é, na tradição da Igreja, uma verdadeira escola de esperança: o fiel não permanece parado diante da dor, mas caminha com Cristo, atravessando o luto com o olhar voltado para a Ressurreição.
A celebração teve início no Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, de onde saíram as imagens do Senhor Morto e de Nossa Senhora das Dores. O cortejo percorreu as ruas da cidade com momentos de silêncio, oração, cânticos e reverência até a Catedral São João Batista, unindo liturgia e piedade popular num único gesto de fé.
Os símbolos que evangelizam
Cada elemento da procissão carrega uma mensagem. O esquife do Senhor Morto proclama a entrega total de Deus à condição humana, inclusive na morte. Nossa Senhora das Dores, ao caminhar ao lado do Filho, recorda a fidelidade de quem permanece diante da cruz até o fim — imagem da Igreja que não abandona os que sofrem.
A tradição de Nossa Senhora das Dores na procissão remonta à espiritualidade medieval, especialmente à Ordem dos Servos de Maria, nos séculos XIII e XIV. Sua presença introduz uma segunda camada de meditação: a dor humana diante da perda e a esperança inabalável diante da promessa da vida nova.
Uma celebração da Igreja local
A procissão reuniu os sacerdotes das paróquias do município, o bispo diocesano Dom Eugênio, o coordenador diocesano de pastoral Padre João Cândido da Silva Neto e o vigário forâneo da Forania São João Batista, Padre Marcelo Max Grespam. A presença de toda a liderança diocesana expressou a comunhão da Igreja particular em torno do mistério pascal.
O registro fotográfico foi realizado pela PASCOM da Paróquia Sagrado Coração de Jesus — Fernanda, Lívia e Victorya —, que preservaram em imagens a espiritualidade e a força simbólica deste rito que atravessa séculos.
Ao acompanhar o Senhor Morto pelas ruas da cidade, a comunidade cristã de São João da Boa Vista deu mais um passo na caminhada pascal — certa de que o silêncio da Sexta-Feira Santa não é o fim, mas a véspera do anúncio que a vida venceu a morte.
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Por: Diocese São João em: 08-04-2026 às 21:40:18

